
A tradicional Missa de São Joaquim e Sant’Ana, marcada pela bênção especial aos avós, volta a reunir fiéis neste domingo (26) na Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, no Centro Histórico do Rio de Janeiro. A celebração, uma das mais antigas do calendário religioso da cidade, será presidida por Dom José Maria Pereira, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, e concelebrada pelo padre Victor Hugo Nascimento, diretor espiritual da Irmandade.
Durante a cerimônia, os avós presentes receberão uma bênção especial, preservando uma tradição que atravessa gerações e reúne famílias para um momento de oração e agradecimento. A celebração também incluirá uma missa em sufrágio pelos avós falecidos, convidando filhos, netos e bisnetos a homenagearem aqueles que já partiram.
A solenidade contará ainda com a participação do tradicional coral e orquestra da Lapa dos Mercadores, formado por 16 músicos e regido pela soprano Juliana Sucupira. O repertório inclui a execução do Hino a Sant’Ana e do Mater Mercatorum, hino oficial da Irmandade de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores, composto em homenagem à padroeira da igreja e incorporado às principais celebrações do templo.
A devoção a São Joaquim e Sant’Ana ocupa lugar de destaque na história da igreja. Os altares dedicados aos pais da Virgem Maria, preservados desde o século XVIII, estão entre os elementos mais valiosos do patrimônio artístico do templo. O altar de Sant’Ana, inclusive, recebeu o título de "altar privilegiado" por meio de um Breve Apostólico da Santa Sé, reforçando a relevância histórica e religiosa da devoção.
Além da celebração, a visita representa uma oportunidade para conhecer um dos mais bem preservados exemplares da arquitetura sacra colonial carioca. Reaberta ao público em 2023 após um amplo processo de restauração conduzido pela Irmandade e liderado pelo provedor Cláudio André de Castro, a Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores reúne altares em talha dourada, pinturas, imaginária sacra, azulejos portugueses, peças em prata e jardins litúrgicos que preservam séculos da história religiosa do Rio de Janeiro.
Nos últimos anos, a Venerável Liga dos Devotos de Nossa Senhora da Lapa também intensificou o resgate das tradições litúrgicas e musicais do templo, promovendo missas solenes acompanhadas por coral e orquestra e reforçando o papel da igreja como referência cultural e religiosa na cidade.
A celebração integra um segmento que vem ganhando cada vez mais força na capital fluminense. Segundo levantamento da Prefeitura do Rio, por meio da Riotur e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, o turismo religioso já representa 6,7% dos eventos realizados na cidade, consolidando-se como o quinto maior segmento do calendário carioca e reunindo cerca de 450 mil participantes ao longo de 2024.
Além do impacto espiritual e cultural, o setor movimenta a economia local por meio da geração de empregos, da ocupação da rede hoteleira, da gastronomia e do comércio. Atualmente, 781 instituições ligadas à fé empregam diretamente cerca de 8,5 mil pessoas no município.
A diversidade religiosa também fortalece o Rio de Janeiro como destino para visitantes em busca de experiências ligadas à espiritualidade, reunindo igrejas históricas, procissões, festas de padroeiros, celebrações afro-religiosas e grandes encontros ecumênicos. A combinação entre patrimônio histórico, tradição e manifestações de fé consolida a cidade como um dos principais polos de turismo religioso do Brasil.
Serviço
Missa de São Joaquim e Sant’Ana com a tradicional bênção dos avós
Data: Domingo, 26 de julho
Horário: 12h15
Presidência: Dom José Maria Pereira, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro
Concelebração: Padre Victor Hugo Nascimento
Música: Coral e orquestra da Lapa dos Mercadores, com 16 músicos, incluindo a execução do Hino a Sant’Ana e do Mater Mercatorum
Local: Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores – Rua do Ouvidor, 35 – Centro do Rio de Janeiro
O local conta com estacionamento rotativo em frente à igreja, na Rua do Mercado, além de estacionamento coberto no subsolo do edifício da Bolsa de Valores, na Praça XV.




