BRASIL AVANÇA NO RANKING GLOBAL DE SOFT POWER E ALCANÇA 11º LUGAR EM CULTURA E PATRIMÔNIO

Em 11 de fevereiro de 2026

O Brasil avançou duas posições no Global Soft Power Index 2026 e passou a ocupar o 29º lugar entre 193 países avaliados. O estudo, elaborado pela consultoria internacional Brand Finance, mede a capacidade das nações de influenciar o mundo por meio de atração, reputação e persuasão, e não pela coerção.

 

Divulgado em 20 de janeiro, em Davos, na Suíça, durante evento paralelo ao Fórum Econômico Mundial, o levantamento ouviu mais de 150 mil pessoas em mais de 100 países e analisou 55 indicadores relacionados à cultura, governança, economia, relações internacionais e valores sociais.

 

Além da melhora no ranking geral, o Brasil apresentou desempenho expressivo em áreas estratégicas. O país conquistou duas medalhas de ouro nos pilares de Esportes e Diversão, reforçando sua força como potência cultural e de entretenimento.

 

No eixo Cultura e Patrimônio, o avanço foi ainda mais significativo: o Brasil subiu quatro posições e alcançou o 11º lugar global, consolidando sua influência cultural no cenário internacional.

 

Outros crescimentos relevantes incluem:

 

  • Relações Internacionais (+5 posições)
  • Futuro Sustentável (+9 posições)
  • Impacto Positivo (+7 posições)

 

Os demais indicadores permaneceram estáveis em relação a 2025.

 

Apesar dos resultados positivos, o relatório aponta desafios importantes. O desempenho brasileiro ainda é limitado nos pilares de Governança, Negócios & Comércio e Reputação Institucional, áreas consideradas fundamentais para transformar reconhecimento cultural em influência estratégica duradoura.

 

“O Brasil continua sendo uma potência cultural e relacional, mas o desafio central é converter simpatia e visibilidade em confiança institucional e influência de longo prazo”, afirma Eduardo Chaves, diretor-geral da Brand Finance Brasil.

 

O estudo também contou com a participação de iniciativas voltadas à projeção internacional do país, como o BPOM (Brasil Para o Mundo), que atua no fortalecimento da presença e da narrativa brasileira no exterior. A proposta é valorizar a cultura, a criatividade e os valores nacionais como ativos estratégicos de influência global.

 

O avanço no ranking reforça a relevância do Brasil no cenário internacional, especialmente no campo cultural, mas evidencia que o próximo passo é estrutural: alinhar reputação simbólica à credibilidade institucional.