
O turismo internacional segue em alta no Brasil. Entre janeiro e abril de 2026, o país recebeu mais de 4,3 milhões de turistas estrangeiros, registrando o segundo melhor quadrimestre da história para o setor. O resultado representa crescimento de 48% em relação ao mesmo período de 2024 e fica apenas 2% abaixo do recorde alcançado em 2025.
Um dos principais motores desse avanço foi o aumento das chegadas aéreas internacionais. O número de turistas desembarcando em aeroportos brasileiros cresceu 16% em comparação ao primeiro quadrimestre do ano passado, passando de 2,39 milhões para 2,78 milhões de passageiros.
Somente em abril, o Brasil contabilizou mais de 591 mil chegadas internacionais. O desempenho reforça uma tendência de recuperação e fortalecimento do turismo brasileiro em mercados internacionais, especialmente entre viajantes de longa distância e turistas com maior potencial de consumo.
Segundo dados do setor, o crescimento das viagens aéreas possui impacto direto na economia do turismo, já que turistas internacionais que chegam por avião costumam permanecer mais tempo no país e apresentar gasto médio mais elevado.
O avanço também reflete o fortalecimento da conectividade aérea internacional e a ampliação da malha de voos para o Brasil nos últimos anos. Além disso, campanhas de promoção internacional e ações voltadas a segmentos específicos, como ecoturismo, turismo cultural, esportivo, de luxo e experiências de natureza, vêm ampliando a presença do país no mercado global.
Entre os estados brasileiros, São Paulo lidera o ranking de chegadas internacionais no quadrimestre, seguido de perto pelo Rio de Janeiro, que apresentou o maior crescimento percentual entre os principais destinos receptores do país, com alta superior a 18%. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná também aparecem entre os estados que mais receberam visitantes estrangeiros no período.
A Argentina segue como principal mercado emissor de turistas para o Brasil, seguida por Chile, Estados Unidos, Uruguai e Paraguai. Apesar do crescimento das chegadas aéreas, o levantamento aponta uma redução nas viagens terrestres vindas de países vizinhos da América do Sul, cenário influenciado por fatores econômicos, câmbio e custos de deslocamento.
O aumento no fluxo internacional já impacta diretamente setores como hotelaria, gastronomia, aviação, eventos e serviços turísticos. Destinos urbanos e de lazer registram crescimento na ocupação hoteleira e maior movimentação econômica ligada ao turismo receptivo.
Com os resultados do primeiro quadrimestre, o Brasil ultrapassa mais da metade da meta anual prevista para 2026 no Plano Nacional de Turismo, fortalecendo a expectativa de um novo recorde histórico de visitantes internacionais até o fim do ano.




