CONHEÇA OS ENREDOS DAS ESCOLAS DO GRUPO ESPECIAL NO CARNAVAL DO RIO 2026

Em 6 de fevereiro de 2026

O Carnaval do Rio de Janeiro em 2026 promete desfiles marcantes e cheios de significado. Ao longo de três noites, 12 escolas do Grupo Especial entram na Marquês de Sapucaí com enredos que transitam entre história, política, cultura popular, religiosidade afro-brasileira e homenagens a grandes nomes do país. Confira, dia a dia, os temas que vão embalar a avenida.

 

Domingo: 15 de fevereiro

 

A abertura dos desfiles será marcada por narrativas potentes e de forte cunho histórico. Estreante no Grupo Especial, a Acadêmicos de Niterói leva à Sapucaí a trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do sertão pernambucano ao Palácio do Planalto, com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

 

A Imperatriz Leopoldinense aposta na força e na liberdade artística de Ney Matogrosso com “Camaleônico”, celebrando sua estética, sua voz e sua multiplicidade.

 

Já a Portela mergulha na ancestralidade afro-gaúcha ao contar a história do Príncipe Custódio em “O Mistério do Príncipe do Bará”, destacando o protagonismo negro no Sul do país.

 

Fechando a noite, a Mangueira exalta os saberes afro-indígenas da Amazônia com “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, homenageando o “Doutor da Floresta” e defensor da cultura e da natureza amazônica.

 

Segunda-feira: 16 de fevereiro

 

A segunda noite traz enredos que celebram liberdade, resistência e personagens fundamentais da cultura brasileira. A Mocidade Independente de Padre Miguel homenageia Rita Lee com “Rita Lee, a padroeira da liberdade”, exaltando sua irreverência e legado.

 

Em busca do bicampeonato, a Beija-Flor de Nilópolis apresenta “Bembé”, sobre o Bembé do Mercado, maior candomblé de rua do mundo, símbolo de fé e liberdade no Recôncavo Baiano.

 

A Unidos do Viradouro reverencia um ícone do carnaval com “Pra Cima, Ciça”, celebrando a trajetória de Mestre Ciça, referência absoluta das baterias.

 

Encerrando a noite, a Unidos da Tijuca homenageia a escritora Carolina Maria de Jesus, levando à avenida sua vida, obra e importância para a literatura e para a memória das periferias brasileiras.

 

Terça-feira: 17 de fevereiro

 

O último dia de desfiles aposta em ancestralidade, arte e movimentos culturais transformadores. A Paraíso do Tuiuti apresenta “Lonã Ifá Lukumi”, explorando a religião Ifá e suas conexões afro-caribenhas.

 

A Vila Isabel homenageia Heitor dos Prazeres com “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”, usando o sonho como fio condutor da criação artística.

 

A Grande Rio leva o Manguebeat para a Sapucaí, mostrando como cultura e resistência brotam da lama dos manguezais, em um encontro simbólico entre Pernambuco e Duque de Caxias.

 

Fechando o Carnaval 2026, o Salgueiro presta tributo à maior campeã da história da Sapucaí, Rosa Magalhães, com um desfile lúdico e imaginativo que revisita sua genialidade e seus personagens inesquecíveis.

 

Com enredos diversos e profundamente conectados à identidade brasileira, o Grupo Especial promete transformar a Sapucaí, mais uma vez, em um grande palco de memória, arte e emoção.