
Um estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) revelou a relevância econômica das atividades associadas ao Airbnb no Brasil. Segundo o levantamento, a plataforma contribuiu com quase R$ 63 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2025, além de sustentar mais de 700 mil postos de trabalho e gerar cerca de R$ 9 bilhões em tributos.
Os resultados demonstram que os impactos vão muito além do setor de hospedagem. O fluxo de viajantes que utiliza acomodações oferecidas por meio da plataforma movimenta restaurantes, supermercados, transportes, serviços de limpeza, comércio local e diversos pequenos empreendimentos espalhados pelo país.
Em comparação com os dados do ano anterior, o impacto total sobre o PIB brasileiro registrou crescimento de 12%, refletindo a expansão contínua das viagens e da utilização de hospedagens por temporada.
A atualização do estudo permite acompanhar a evolução da atividade econômica relacionada ao Airbnb desde a divulgação da primeira edição do levantamento. Os números reforçam o papel do aluguel por temporada como um importante indutor de desenvolvimento econômico em diferentes regiões do Brasil.
Além da movimentação gerada pelas hospedagens, os gastos realizados pelos viajantes durante suas estadias impulsionam cadeias produtivas ligadas ao turismo, alimentação, transporte, comércio e prestação de serviços.
Em 2025, a renda do trabalho associada à atividade da plataforma alcançou quase R$ 32 bilhões, representando um crescimento de aproximadamente 12% em relação ao ano anterior. O número de empregos sustentados também apresentou avanço no mesmo período.
O estudo aponta ainda que a demanda por hospedagens continua em trajetória de expansão. Dados analisados indicam crescimento superior a 20% no número de noites reservadas por viajantes brasileiros durante o primeiro trimestre de 2026, marcando o terceiro trimestre consecutivo de alta acima desse percentual.

O desempenho acompanha a consolidação do hábito de viajar e a diversificação das opções de hospedagem disponíveis no mercado. O movimento beneficia tanto destinos turísticos tradicionais quanto cidades menos exploradas, ampliando a distribuição dos impactos econômicos gerados pelo turismo.
A expansão da oferta de acomodações também contribui para levar visitantes a novas localidades, fortalecendo economias regionais e criando oportunidades para pequenos empreendedores.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a capacidade de retenção de renda nos próprios destinos turísticos. Parte significativa dos recursos gerados pelas hospedagens permanece nas comunidades onde os imóveis estão localizados, favorecendo anfitriões, comerciantes e prestadores de serviços locais.
Esse fluxo contribui para fortalecer pequenos negócios, estimular a circulação de recursos e ampliar os benefícios econômicos do turismo em diferentes regiões do país.
Para medir os efeitos econômicos da atividade, a FGV utilizou a metodologia de insumo-produto, ferramenta que avalia como os gastos realizados em determinado setor se propagam por outras áreas da economia.
A análise considerou impactos diretos, relacionados às despesas de hóspedes e anfitriões, e impactos indiretos, gerados pela cadeia produtiva atingida por esses gastos. O estudo também combinou dados econômicos e estatísticos para estimar os efeitos sobre geração de renda, empregos e arrecadação tributária.




