FESTIVAL NACIONAL DE ECONOMIA POPULAR E SOLIDÁRIA ENTRA NO RIO COM PROGRAMAÇÃO DE DEBATES, OFICINAS E FEIRAS DE EMPREENDEDORES

Publicado por Luana Maia em 3 de junho de 2026

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O Rio de Janeiro receberá, entre os dias 10 e 14 de junho, a primeira edição do Festival Nacional de Economia Popular e Solidária. Realizado no Píer Mauá, na região portuária da cidade, o encontro reunirá mais de 50 organizações nacionais e internacionais em uma programação que inclui debates, oficinas, exposições, atividades culturais e ações voltadas ao fortalecimento da economia solidária no país.

A iniciativa tem como objetivo promover o intercâmbio de experiências, estimular a construção de políticas públicas e ampliar o debate sobre modelos econômicos baseados na cooperação, inclusão social e geração de renda. Durante os cinco dias de evento, o público poderá participar de diversas atividades voltadas à economia popular e ao empreendedorismo coletivo.

O festival é resultado de uma articulação entre instituições públicas, organizações da sociedade civil, universidades, bancos comunitários e entidades ligadas ao desenvolvimento econômico e social. A proposta é reunir gestores, pesquisadores, empreendedores e lideranças comunitárias para discutir estratégias de fortalecimento da economia solidária em âmbito nacional.

Além dos encontros institucionais, os participantes poderão contribuir com a elaboração de propostas voltadas ao desenvolvimento sustentável, à inclusão produtiva e à valorização do trabalho coletivo.

Entre os dias 11 e 13 de junho, a programação contará com o seminário “Economia Popular e Solidária no Centro do Desenvolvimento do País”. Os debates abordarão temas relacionados ao papel da economia solidária na construção de um modelo de desenvolvimento mais inclusivo, à atuação do Estado no fortalecimento do setor e à importância da educação para a formação de novos empreendedores e redes colaborativas.

O evento também promoverá mesas temáticas e sessões especiais voltadas ao intercâmbio de experiências nacionais e internacionais. Um dos destaques será o encontro que reunirá representantes de países da América Latina e da África para discutir iniciativas e desafios relacionados à economia solidária em diferentes contextos.

Outro ponto alto da programação será a feira de expositores, que contará com a participação de aproximadamente 250 empreendimentos solidários. Os visitantes poderão conhecer produtos e serviços ligados a áreas como artesanato, gastronomia, arte, cultura e economia criativa.

A proposta é dar visibilidade a iniciativas que utilizam modelos colaborativos de produção e comercialização, fortalecendo redes de empreendedorismo social e comunitário.

Além das atividades voltadas ao debate e à geração de negócios, o festival oferecerá uma programação cultural diversificada, com apresentações musicais, intervenções artísticas, performances de grafite, poesia, cordel e outras manifestações culturais.

O encerramento do evento será marcado pela apresentação da “Carta do Rio para a Economia Solidária do País”, documento construído ao longo dos encontros e debates, reunindo propostas, diretrizes e compromissos para o fortalecimento da economia popular e solidária nos próximos anos.

A expectativa é que o festival se torne uma importante plataforma de articulação entre empreendedores, instituições e formuladores de políticas públicas, contribuindo para ampliar a visibilidade e o impacto da economia solidária no Brasil.