
O calendário de grandes eventos do Rio de Janeiro tem ganhado um perfil cada vez mais científico. Levantamento do VisitRio mostra que, dos 600 eventos já confirmados até o fim de junho de 2026, 287 pertencem ao segmento técnico-científico, o que representa quase metade, cerca de 48%, de toda a programação da cidade neste ano.
A expectativa é de que esses encontros movimentem a economia carioca de forma expressiva: mais de 2,2 milhões de participantes devem passar pela cidade ao longo do ano, gerando um impacto econômico estimado em R$ 3,5 bilhões. Entre os destaques desse calendário está o Congresso AIDS 2026, considerado o maior encontro mundial sobre o tema e que, pela primeira vez, será sediado na América do Sul, entre os dias 26 e 31 de julho, no Riocentro.
O inverno concentra boa parte dessa movimentação: dos 287 eventos técnico-científicos previstos para o ano, 114 acontecem justamente durante a estação mais fria, o equivalente a 40% de tudo o que está programado nessa categoria em 2026.
Para o presidente-executivo do VisitRio, Luiz Strauss, esse tipo de evento vai muito além do retorno financeiro imediato. Segundo ele, encontros técnico-científicos funcionam como vitrine para o intercâmbio internacional, ajudam a fortalecer a imagem do Rio junto à comunidade acadêmica e deixam um legado duradouro para universidades, centros de pesquisa e profissionais de diferentes áreas. Strauss cita a realização da AIDS 2026 como exemplo direto desse posicionamento, resultado, segundo ele, de um trabalho contínuo de captação conduzido pelo VisitRio em parceria com diversas instituições.
O Congresso AIDS 2026 é fruto de uma articulação conjunta entre a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Ministério da Saúde, a Fiocruz e o VisitRio, reunindo pesquisadores, profissionais de saúde, gestores públicos, representantes da sociedade civil e formuladores de políticas de diferentes países. A programação prevê debates sobre avanços científicos no combate à doença, os desafios ainda enfrentados no enfrentamento à epidemia e caminhos para ampliar o acesso à prevenção e ao tratamento.
Além do impacto direto na economia local, a realização da conferência deve ampliar a visibilidade internacional da produção científica brasileira, reforçar parcerias de cooperação entre países e consolidar o Rio de Janeiro como sede recorrente de grandes eventos científicos.




