RIO RECEBE EM JULHO O MAIOR FESTIVAL DE HARPA DO MUNDO, COM SHOWS GRATUITOS E ARTISTAS DE 20 PAÍSES

Em 6 de julho de 2026

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Ao longo de todo o mês de julho, o Rio de Janeiro se transforma na capital mundial da harpa. É nesse período que acontece o RioHarpFestival, considerado o maior evento dedicado ao instrumento em todo o planeta, reunindo cerca de 10 mil espectadores em 58 apresentações totalmente gratuitas.

A edição deste ano, a 21ª do festival, traz aproximadamente 150 artistas vindos de 20 países da América Latina, Europa, Ásia e África. Uma das principais novidades é a presença de harpistas de comunidades da cidade e do estado do Rio, que vão dividir o palco com os músicos estrangeiros, incluindo apresentações realizadas dentro das próprias comunidades. 

A programação musical passeia por sonoridades bem diversas: ritmos latino-americanos, melodias árabes e africanas, o koto japonês e a música indiana aparecem ao lado de estilos como jazz, heavy metal, chorinho e bossa nova, além de repertórios que vão da música antiga à produção contemporânea.

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O festival faz parte do projeto Música no Museu, iniciativa já reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade do Rio de Janeiro e responsável por levar concertos gratuitos a diferentes pontos do Brasil e do exterior. Sérgio Costa e Silva, criador do projeto, define o evento como um espaço voltado à aproximação entre culturas.

A programação carioca começa nesta quarta-feira, dia 1º, às 18h, no Espaço Cultural Arte Sesc Flamengo, com a apresentação da Brazilian Piper, uma das maiores orquestras de gaita de foles em atividade no país. Os concertos seguintes acontecem principalmente no Centro Cultural Banco do Brasil e no próprio Sesc Flamengo, mas também ocupam endereços históricos como o Jockey Club, a Academia Brasileira de Letras e o Real Gabinete Português de Leitura.

Encerrada a etapa carioca, o festival segue viagem: ainda em 2026 estão previstas apresentações em São Paulo e Brasília, além de dez cidades espalhadas por oito países europeus. Uma novidade desta edição é a chegada do circuito à África do Sul, ampliando ainda mais o alcance internacional do evento.