
O Rock the Mountain chega à sua 13ª edição consolidando a sustentabilidade como um dos pilares de sua realização. Instalado no Parque Municipal Prefeito Paulo Rattes, em Itaipava, na Região Serrana do Rio de Janeiro, o festival mantém em 2026 o formato de seis dias de programação, distribuídos em dois fins de semana, entre 30 de outubro e 1º de novembro e de 6 a 8 de novembro. A edição anterior reuniu cerca de 150 mil pessoas.
Com programação dividida em dez palcos e espaços voltados a diferentes públicos, o evento reúne artistas nacionais e internacionais de diversas gerações e estilos. Entre os destaques estão Anitta, Jorge Ben Jor, Ivete Sangalo, Paulinho da Viola, Leci Brandão, M.I.A. e Jorja Smith. O primeiro fim de semana já está com ingressos esgotados.
Além da programação musical, o festival se diferencia pelas iniciativas ambientais e sociais incorporadas à operação. O Rock the Mountain possui certificação ISO 20121:2024, voltada à gestão sustentável de eventos, e adota práticas como coleta seletiva, compostagem, doação de alimentos, gastronomia 100% vegetariana e neutralização das emissões de carbono.
Em 2025, as ações de gestão de resíduos e efluentes evitaram a emissão de 161 toneladas de CO₂, segundo a organização. Para 2026, a previsão é neutralizar aproximadamente 2,3 mil toneladas de dióxido de carbono por meio de certificados de origem de biometano, conhecidos como BioRECs, em parceria com a Gás Verde, responsável pela iniciativa pelo terceiro ano consecutivo. A Vibra também participa das ações relacionadas à agenda ESG do evento.
A sustentabilidade está presente ainda na cenografia, com a reutilização de 80% dos materiais de edições anteriores, além de iniciativas de reciclagem de óleo vegetal e apoio a projetos socioambientais locais. Uma das novidades deste ano é a instalação de uma escultura monumental do artista dinamarquês Thomas Dambo, um troll com mais de cinco metros de altura produzido a partir de madeira descartada, paletes e materiais reciclados. A obra é a primeira do escultor na América Latina e reforça a proposta de aproximar arte, natureza e reaproveitamento de resíduos.
A mobilidade permanece entre os principais desafios ambientais do festival. Em 2025, os deslocamentos de público, artistas e equipes até Itaipava representaram 96,6% das emissões contabilizadas. Como alternativas, a organização incentiva o uso do transporte oficial, o compartilhamento de caronas e outras práticas para reduzir o impacto das viagens. As emissões relacionadas aos deslocamentos aéreos caíram de 2.309 toneladas de CO₂ equivalente, em 2024, para 1.416 toneladas no ano seguinte, sendo compensadas por certificados de biometano renovável.
A inclusão também integra o planejamento do evento. Entre as novidades de 2026 está a disponibilização de coletes sensoriais hápticos, desenvolvidos pela Zênite Studios, que transformam as batidas da música em vibrações percebidas pelo corpo, ampliando a experiência dos shows para pessoas surdas.
O festival oferece ainda tradução em Libras nos três palcos principais, audiodescrição em dois deles, fones abafadores de ruído, espaços reservados para pessoas com deficiência, banheiros e bares adaptados, cardápios acessíveis e equipe especializada para acolhimento. A estrutura inclui estacionamento destinado a pessoas com deficiência, cordões de identificação de deficiências ocultas e uma Sala de Descompressão com profissionais de psicologia e terapia ocupacional, voltada ao atendimento de pessoas com TEA e visitantes que necessitem de um ambiente tranquilo.
A organização também mantém iniciativas de democratização do acesso à cultura, incluindo cortesias para pessoas trans e com deficiência. A proposta é integrar sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e experiência do público em um modelo de festival que busca crescer sem abrir mão de sua identidade.




