20 fatos que talvez você não saiba sobre o turismo no Brasil

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Sugiro a leitura deste material em Tempos de Gestão sobre Turismo.

Imagino que você já sabe que:
•O Brasil é um país de dimensões continentais.
•É o maior país da América do Sul e da região da América Latina, sendo o quinto maior do mundo em área territorial e população.

Seu território é formado pela união do Distrito Federal, dos 26 estados, dos 5570 municípios e 7 arquipélagos, com um litoral de 7491 km, delimitado pelo oceano Atlântico a leste. A sua população é composta por mais de 201 milhões de habitantes.

•O país faz fronteira com todos os outros países sul-americanos, exceto Equador e Chile.
•A economia brasileira é a maior da América Latina e do Hemisfério Sul, a sétima maior do mundo por PIB nominal e a sétima maior por paridade do poder de compra.
•É uma das nações mais multiculturais e etnicamente diversas (integrada pela mesma língua!) possuidora de uma imensa riqueza e diversidade cultural.
•O turismo no Brasil se caracteriza por oferecer tanto ao turista brasileiro quanto ao estrangeiro uma gama mais que variada de opções.

Montanha, praia ou cachoeira? Agito ou ecoturismo? Passeio ou negócios? Final de semana, férias ou feriado? O Brasil é um país rico em belezas naturais e destinos incríveis para todos os gostos.

… mas que talvez não saiba que:
•O turismo é um setor crescente e fundamental para a economia de várias regiões do país, sendo a atividade do setor terciário que mais cresce no Brasil.
•Muitos dos segmentos do setor de viagem e turismo apresentaram evolução bem acima do PIB nacional.

•O índice geral de competitividade do turismo brasileiro é de 58,8 pontos. O número subiu 1,3 pontos na comparação com o ano de 2012, quando o levantamento indicou 57,5 pontos; a meta do governo é atingir os 70 pontos até 2016.

Este índice é fundamental para avaliar o desenvolvimento do turismo de cada cidade, pois permite de se avaliar o estágio real de desenvolvimento do turismo em cada município ou destino, entender onde as políticas de incentivo funcionaram e onde elas precisam ser repensadas.

•As capitais são destinos mais desenvolvidos, com estrutura mais apropriada, e pequenos destinos brasileiros ainda precisam de um grande avanço em relação ao turismo.

Isso indica que ainda
há um espaço muito grande para avançar em relação aos destinos turísticos brasileiros.

•As cidades de São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro são as capitais brasileiras com maior potencial turístico no País.
•As vantagens competitivas do Brasil para desenvolver empreendimentos turísticos consolidaram-se na área de recursos humanos, e nos aspectos culturais e naturais, nos quais o país classificou-se, em 2009, no quarto lugar mundial. Considerando-se somente seus recursos naturais, o Brasil posiciona-se no segundo lugar do ranking mundial.
•O Best in Travel 2014, uma classificação anual dos melhores destinos feita pelo guia de viagens Lonely Planet, classificou o Brasil como o melhor destino turístico do mundo em 2014.

“Como se a infinita costa banhada de sol, as montanhas coloridas com os tons verdes da floresta tropical, algumas das mais lindas vilas coloniais do mundo e a vida selvagem já não se somassem a sua fatia injusta de paraíso, o Brasil ainda conseguiu garantir dois dos mais cobiçados eventos esportivos do mundo, começando com a Copa do Mundo da FIFA em 2014 e seguindo, dois anos depois, com a Olimpíada de 2016”
[Afirmou Adam Bennett, o gerente de comunicações do Lonely Planet, ao justificar a classificação.]

•O Brasil é o 4° país mais visitado em toda América e representa 0,5% do turismo mundial.
•A maioria dos visitantes internacionais veio da Argentina, dos Estados Unidos e do Uruguai, sendo o MERCOSUL e os países vizinhos da América do Sul os principais emissores de turistas.
•Segundo o Plano Aquarela, conduzido pela EMBRATUR, 92% dos estrangeiros que estiveram no Brasil pretendem voltar.
•O turista espanhol que vem ao Brasil passa em média 17 dias, só perdendo em tempo de permanência no país, segundo a EMBRATUR, para alemães e italianos que gastam em média por dia 92 dólares, índice inferior apenas ao dos americanos.

•O turismo interno é um segmento de mercado fundamental para a indústria.

De maneira geral, o turismo doméstico apresentou-se um pouco mais eficiente que o turismo internacional, medindo-se essa eficiência em termos de unidades de emprego e unidades monetárias de impostos indiretos líquidos, renda das famílias e valor adicionado por unidade de acréscimo no consumo dos turistas.

•O Brasil não figura sequer entre os trinta países mais visitados do mundo.

(Alguns fatores como o medo da violência, da má estrutura e falta de pessoal capacitado (como a carência de falantes de inglês no serviço público do turismo, por exemplo) podem ser motivos para explicar esta relativamente baixa procura pelo Brasil como destino. Entretanto, ao que tudo indica, a razão principal pela baixa procura de estrangeiros pelo Brasil, se deve ao fato deste país se encontrar distante dos grandes países emissores de turistas.

85% das viagens aéreas feitas no mundo acontecem em, no máximo, duas horas de voo.

Esta é uma característica prejudicial ao Brasil porque os seus vizinhos não possuem uma grande representatividade em viagens turísticas, em contraposição favorece a países europeus que já tem uma ótima estrutura turística, como França e Espanha – já que a proximidade geográfica indica que a maioria dos alemães, suecos, ingleses, italianos opta por destinos não muito distantes de seus respectivos países.

Para usufruir os benefícios do turismo internacional é preciso uma integração regional mais precisa que apresente internacionalmente o potencial da América do Sul solidificando este potencial e captando cada vez mais estrangeiros de forma ordenada e segura.

A diversidade natural e cultural da América do Sul é muito forte, pode-se citar a Amazônia, os Andes, Machu Picchu, Rio de Janeiro, Ilhas Margaritas, etc.

Contudo, há um fato importante que joga a nosso favor, em 1995 as viagens em curtas distâncias eram 82 por 18 a longa distância, em 2020, isso deve passar para 76 por 2423. Ou seja, um crescimento maior das viagens à longa distância, mostrando a tendência de um turismo intercontinental que pode favorecer aqueles países periféricos que melhor atrativos, conforto, e segurança, venham a oferecer a demanda turística internacional.)

•O Brasil vive um momento propício ao turismo, o desempenho da economia, a mais ampla divulgação dos atrativos e roteiros turísticos, os investimentos já realizados e o crescimento da demanda nacional foram considerados os principais motivos para a expansão do faturamento, além da desvalorização do Real frente ao Euro.
•Desde os últimos anos muitos esforços veem sendo realizados para desenvolver o turismo brasileiro, como programas que promovem o desenvolvimento da infraestrutura turística e a capacitação de mão de obra para o setor, além do considerável aumento da divulgação do país no exterior.

Em 2012, no México, o Brasil participou de um marco importante para o turismo. Este marco foi a incorporação à declaração final da reunião de cúpula dos líderes das vinte maiores economias do planeta (o chamado G20) de um parágrafo que reconhece o turismo como instrumento de crescimento econômico e de geração de empregos e que, para tanto, os seus países deveriam adotar todas as medidas possíveis para facilitar as viagens.

•Aos poucos se investe numa nova imagem do país, o Brasil vem buscando mudar sua imagem no exterior, antes vinculada às mulatas, futebol e carnaval – caminho este que levou o país a ser um dos mais requisitados pelos adeptos do turismo sexual.
•A meta do Plano Nacional do Turismo é de tornar o país a terceira economia turística do planeta até 2022, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos.

De acordo com o Ministério do Turismo, o Brasil ocupa atualmente a sexta posição no ranking.

•Viajar está entrando, de vez, na cesta de consumo dos brasileiros.

O lazer, o aprender, o ampliar a consciência aos poucos estão sendo considerados e preferidos. É já de alguns anos pra cá que viajar esta se tornando parte da realidade e da decisão de milhares de pessoas.

Hoje há mais pessoas viajando, consumindo, hospedando-se, arriscando conhecer ‘in loco’ o que o mundo web estimula na curiosidade e no desejo de estar do outro lado do mundo.

•O impacto desse novo estilo de vida pode ser tangível e sustentável para o crescimento do setor.

Por fim, segundo números da Organização Mundial do Turismo (OMT), os esforços no sentido de desenvolver a atividade no Brasil têm surtido o resultado esperado. Porém, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para se tornar competitivo mundialmente no setor de turismo. Entre as principais deficiências brasileiras nesse setor estão à competitividade de seus preços, a infraestrutura do transporte terrestre e a segurança pública.

O ponto é que o turismo é uma atividade recente no Brasil, cuja compreensão dos fenômenos econômicos ainda não é total. Existe um discurso de que o turismo é importante, mas isso ainda está muito distante de se transformar em realidade. O que todos nós precisamos compreender é que, mesmo com tudo soprando a favor, só se sobressairão no setor os destinos (e as empresas), que primeiro compreenderem que é preciso se reinventar com velocidade e atenção a tudo o que valoriza o relacionamento, a confiabilidade, a sustentabilidade, o construir, o cooperar. Somente assim o turismo poderá ser uma saída para os problemas econômicos e sociais das regiões brasileiras.

Para saber mais sobre como o turismo pode ajudar o posicionamento da economia brasileira, leia também:
Deputados deveriam estudar mais economia do turismo.

Fonte: João Luiz dos Santos Moreira
Ex Presidente da CBCVB
Na foto: A esquerda Ministro Edson Lobão, ao centro João Moreira ex presidente da CBCVB e a direita Marco Navega presidente da FCVB-RJ.

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